Sul-coreano é apresentado como novo técnico da seleção brasileira de Tiro com Arco

     A Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco) está mesmo disposta a popularizar cada vez mais o esporte. Depois de montar um Centro de Treinamento, em Maricá, no qual também jovens de escolas públicas da região, de 12 a 17 anos, dão os primeiros tiros em busca de se tornarem atletas olímpicos, a entidade apresentou nesta quinta-feira, dia 4 de fevereiro, o técnico sul-coreano Lim Heesk, de 42 anos, que já vai comandar a seleção brasileira no Sul-Americano, em Março, em Medellín (COL).

     Mas o planejamento não é apenas para estas duas competições. O objetivo maior é para as Olimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio, em 2016. “Queremos garantir classificação para Londres”, disse Eros Fauni, diretor-técnico da CBTArco, lembrando que nos Jogos Olímpicos do Rio, todas as modalidades estarão presentes na disputa, justamente pelo fato do Brasil ser o país-sede.

      Acostumado a disputar grandes competições de Tiro com Arco, como os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, e o Grand Prix da Europa, no qual nesta competição ganhou a medalha de ouro individual e por equipes. Em 18 anos como atleta e 10 como técnico, Lim tem no currículo ainda o comando o fato de ter comandado uma equipe no Japão por dois anos, entre 2007 e 2009.

     Ao aceitar o convite para comandar a seleção brasileira de Tiro com Arco, Lim admite que ficou um pouco com o pé atrás. Tudo porque, a imagem que chega do Brasil lá na Coréia do Sul não é muito satisfatória. "Só mostram samba, futebol, Amazônia e índios. Eu achei que estivesse vindo para um país que ainda vivesse no século XVIII. Mas ao chegar aqui, a impressão foi a melhor possível. O Brasil é bem desenvolvido, vi grandes construções no caminho do aeroporto até aqui em Maricá", conta o sul-coreano, casado e pai de dois filhos.

     No seu primeiro dia no Centro de Treinamento, Lim já caiu no batente. Pegou a jovem Aline Martins, classificada para o Sul-Americano de Medelín, pelo braço e foi ensinar as melhores técnicas, além de ajustar o seu arco. "Meus Deus, ele vai quebrar o meu arco todo!", assustou-se Aline, que, depois de ver o resultado, agradeceu: "O arco ficou ótimo". 

     E, neste primeiro dia de trabalho, Lim ficou impressionado com a qualidade do Centro de Treinamento, em Maricá, e com os atletas. "Eu achava que havia uma diferença muito grande entre os atletas sul-coreanos, os melhores do mundo, e os do Brasil. Mas eu gostei muito do que vi. Acredito que possamos fazer um ótimo trabalho aqui", frisou o técnico, que também gostou muito do projeto social realizado pela CBTArco: "É muito importante ensinar o Tiro com Arco para essas crianças. Além deles terem um melhor desempenho na escolas, podem virar grandes atletas olímpico, exatamente como acontece em meu país".
     Por enquanto, Lim ficará no Brasil sozinho, sendo ajudado por um intérprete, e espera o mais rápido possível conhecer as belezas naturais do Rio e Janeiro, já que irá fixar residência em Maricá, Região dos Lagos do Estado do Rio, e que fica apenas a 50 minutos da capital. Como estamos na época de Carnaval, o sul-coreano está planejando ir à Marquês de Sapucaí ver os desfiles, ou mesmo, comparecer a algum ensaio de escola de samba. "Já ouvi falar da Viradouro, Mangueira e Vila Isabel", afirmou Lim, a espera de um convite.

     Mas, além do samba, Lim adora futebol e não pestaneja em afirmar que é fã de Kaká, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador. Ele fez questão ainda de lembrar-se de Zico, que popularizou o futebol no Japão. Por isso, ao ser perguntado qual o time de futebol que ele mais conhece no Brasil, ele mandou de cara: "Flamengo". Em seguida, ele fez um pedido ao seu intérprete e ao diretor-técnico da CBTArco, Eros Fauni: "Quero ir ao Maracanã assistir a um jogo do Flamengo".